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O Alzheimer é hereditário?

Atualizado: 9 de nov. de 2021

As perdas de memórias que usualmente temos, seja quando estamos fazendo algo, ou tentando lembrar de um acontecimento, nem sempre estão ligados a doença de Alzheimer.



- Fonte: G1 | UOL.


As perdas de memórias que usualmente temos, seja quando estamos fazendo algo, ou tentando lembrar de um acontecimento, nem sempre estão ligados a doença de Alzheimer.

Em contra partida, há pessoas que têm uma super memória e conseguem lembrar de tudo, mesmo depois de anos e anos passados. O principal ponto para que elas lembrem com facilidade é a forma que elas levam a vida: uma alimentação rica em folhas verdes, recorrente em atividades físicas, sem diabetes e depressão, são fatores importantíssimos para que a doença não apareça ou seja retardada em, pelo menos, 10 anos.


Muitos dizem que o Alzheimer é hereditário, porém não é verdade, pois o máximo que pode ocorrer é o pai ou a mãe passar os genes que abrigam a doença para o sucessor, aumentando os riscos, mas o sucessor só irá ter de fato a doença se associar com outros fatores como idade avançada, falta de exercício físico e mental, diabetes ou até traumatismo craniano.



História do Alzheimer

“Aloysius Alzheimer, psiquiatra alemão, apresentou durante um congresso científico a doença do córtex cerebral.”

A doença teve origem de um psiquiatra alemão, Aloysius Alzheimer que, em 1906 apresentou, durante um congresso científico, a doença do córtex cerebral devido a uma paciente que visitou seu consultório 5 anos antes, apresentando sintomas de perda de memória aos 51 anos. Aloysius Alzheimer nasceu no dia 14 de Junho de 1864, estudou em Berlin, Tübingen e Würzburg. Casou-se em 1894 com Cecilie Geisenheimer, com quem teve 3 filhos. Em 1915, Aloysius morreu de uma grave infecção cardíaca.


Tipos de perda de memória

Há a perda natural da memória de forma gradual por conta do envelhecimento, isso é totalmente comum, pois o idoso está mais desligado das situações, tem menos obrigações, se cobrando menos e exigindo pouco do cérebro. Alguns sintomas são diferentes e nem todas são classificadas como uma possível manifestação da doença, são elas:


  • Não conseguir lembrar de situações antigas. A medida que a idade avança, o cérebro se torna mais lento para realizar pesquisas, muitas vezes sem sucesso. São sintomas da idade avançada e não de uma doença.

  • Esquecer o que iria fazer. Dificuldade em manter um foco em determinadas ações ou conversas, por exemplo, quando você está conversando sobre um determinado assunto e algo te interrompe, esquecendo totalmente o que você estava fazendo e não consegue retomar àquela ação, é um sintoma da idade.

  • O famoso “entrar por um ouvido e sair pelo outro”. Quando a pessoa está sendo noticiada ou orientada e simplesmente não tem o registro no cérebro, fazendo com que ela pergunte uma ou várias vezes sobre o que a outra disse. Esse é um sintoma acentuado de Alzheimer e precisa urgente buscar um neurologista.


A perda de memória e a pandemia do COVID-19

“O vírus Sars-CoV-2, que causa covid-19, também é conhecido por afetar o cérebro e o sistema nervoso”

Uma pesquisa publicada em Janeiro de 2021 no jornal Alzheimer's Association sugere que a infecção por Sars-Cov-2 pode aumentar o risco de problemas neurológicos de longo prazo, incluindo declínio cognitivo e demência. A Alzheimer's Association e representantes de mais de 30 países - com orientação técnica da OMS (Organização Mundial da Saúde) - formaram um consórcio internacional para estudar as consequências de curto e longo prazo do SARS-CoV-2 no sistema nervoso central, incluindo doença de Alzheimer e outras demências.


De acordo com os cientistas, Alzheimer, doença de Parkinson e problemas de saúde mental, em geral, podem potencialmente estar relacionadas à covid-19 no futuro, já que o vírus causa danos ao cérebro.


Prevenção do Alzheimer

A prevenção da doença, como na maioria das outras, é simples e tem base em manter uma vida saudável, como em realizar exercícios que estimulam o cérebro, jogando xadrez, aprendendo uma nova língua, realizando leituras; ter uma alimentação saudável evitando frituras ou gorduras; manter a pressão arterial e o nível de açúcar no sangue controlado; fazer exercício físico pelo menos 30 minutos por dia, como caminhar, correr, nadar; dormir em média 8h por dia e evitar o estresse diário; sorrir muito e ter amigos com quem você possa compartilhar momentos.