• Letícia Seneme

A ascensão dos estudos e do mercado do microbioma humano

É notável a importância que os estudos sobre a microbiota intestinal têm ganhado desde a última década. Entre 2007 e 2016 os Institutos Nacionais de Saúde americanos investiram 215 milhões de dólares no Projeto Microbioma Humano e 728 milhões em demais atividades de pesquisa durante o período fiscal de 2012-2016.



O microbioma intestinal é a união de todos os microrganismos que estão presentes no nosso intestino, e possui um papel muito importante para a manutenção da nossa saúde. Os micróbios, em sua maioria bactérias, presentes na flora intestinal auxiliam na manutenção do nosso sistema imunológico, por exemplo, e são ricas fontes de enzimas que têm aplicação terapêutica.


A microbiota tem se tornado um alvo para o desenvolvimento de medicamentos e estima-se um aumento neste mercado entre os anos de 2025 e 2028. Por mais que a falta de estudos e pesquisas relevantes possam ser fatores de contenção para o crescimento deste mercado, também haverá um aumento das oportunidades de crescimento para quem já se encontra nele.


Novas oportunidades de crescimento surgem para quem busca identificar novos medicamentos para obesidade, distúrbios hepáticos, diabetes e distúrbios metabólicos, pois, pesquisas indicam que alguns micróbios são benéficos para o tratamento de determinadas doenças. Com isso, há a possibilidade de desenvolvimento de novos medicamentos.


Tendo em mente a variedade de componentes no ecossistema intestinal humano, todas as abordagens devem ter como foco a determinação da composição exata do microbioma de um indivíduo. Para que isso ocorra, é necessário coletar, sequenciar e analisar o DNA de milhares de espécies microbianas que vivem no nosso organismo, e isso requer profissionais com conhecimento de ética clínica, engenharia e bioinformática.


É notável a importância que os estudos sobre a microbiota intestinal têm ganhado desde a última década. Entre 2007 e 2016 os Institutos Nacionais de Saúde americanos investiram 215 milhões de dólares no Projeto Microbioma Humano e 728 milhões em demais atividades de pesquisa durante o período fiscal de 2012-2016. A Europa, por outro lado, criou o Projeto Metagenômica do Trato Intestinal Humano (MetaHIT), que prioriza as bactérias do intestino; de 2008 a 2012 esse projeto recebeu 15 milhões de euros em investimentos.


Em 2020 a Finch Therapeutics (EUA) levantou 90 milhões de dólares para fomentar o desenvolvimento do C1P101 até os momentos finais de desenvolvimento clínico.


“O financiamento também será usado para avançar sua plataforma e pipeline, incluindo o início dos estudos da Fase 1b avaliando FIN-211 para transtorno do espectro do autismo (ASD) e CP101 para hepatite B crônica (HBV). Espera-se que fundos e investimentos semelhantes com foco na pesquisa de microbioma para desenvolvimento de produtos terapêuticos impulsionem o crescimento do mercado de microbioma humano nos próximos anos”.

A América do Norte representou a maior parte do mercado geral do microbioma, seguida pela Europa. Isso se deve a fatores como: aumento da incidência de doenças decorrentes do dia a dia, aumento da conscientização da população sobre os cuidados preventivos de saúde e disponibilidade de orçamento para pesquisa.


Até mesmo empresas que trabalham com produtos para o microbioma humano recebem fundos para otimizar o desenvolvimento de medicamentos terapêuticos. Como exemplo podemos citar a Vedanta Biosciences (EUA), que recebeu apoio da Autoridade de Pesquisa e Desenvolvimento Biomédico Avançado (BARDA).


Sabendo da importância da microbiota intestinal, a Biovital traz o Microbiomex, um ativo de origem natural rico em flavonoides. Ele atua na flora intestinal, proporcionando o equilíbrio e o bom funcionamento do intestino, ao mesmo tempo em que oferece suporte para o sistema imunológico.


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Fonte: Gabbia Insights (Edição 32, dezembro de 2021).