• Letícia Seneme

O uso de paraprobióticos e os processos de reepitelização

Os paraprobióticos, além de agirem no sistema gastrointestinal, com o qual é mais relacionado na maior parte das vezes, também têm efeito na reepitelização cutânea, auxiliando nos processos de regeneração e cicatrização.


A regeneração trata-se da multiplicação de células e tecidos que tem como objetivo a recuperação de estruturas ausentes ou danificadas e suas funções, provenientes de pequenas lesões. A cicatrização já ocorre em lesões maiores, em que o tecido conjuntivo substitui o tecido danificado e tenta recuperar o tecido e sua anatomia, mas não a função. Vale lembrar que ambos os processos podem existir em uma mesma lesão.


Ademais, há dois tipos de fatores que influenciam na reparação dos tecidos: fatores sistêmicos e fatores locais. Os fatores sistêmicos consistem em doenças ou condições gerais do organismo, como: diabetes, hipertensão, neoplasias, desnutrição, idade, uso de corticoides, imunossupressão, dentre outros. Os fatores locais consistem em complicações de uma região específica, como: infecções, características da lesão, pressão local, manutenção do meio, presença de tecido necrótico, dentre outros.


Mas o que são paraprobióticos?


Os paraprobióticos são nada mais nada menos que células microbianas inativadas que ainda possuem uma composição química rica em peptidoglicanos, ácidos teicóicos, proteínas de superfície, entre outros.


Seus benefícios incluem: disponibilidade de sua forma pura, alta estabilidade e são incluídos facilmente em diferentes formulações, mecanismo específico de ação, acesso a padrões moleculares associados a microrganismos durante a fase de reconhecimento e interação com receptores padrão, capacidade de desencadear respostas específicas através de interações ligante-receptor e, o mais importante, produzir compostos benéficos à saúde da pele.


Ademais, os paraprobióticos têm o poder de auxiliar no processo de regeneração da função barreira do microbioma da pele por conta das suas propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes, antiadesão, antimicrobiana e de estímulo à colonização de microrganismos benéficos.


De que maneira os paraprobióticos auxiliam no processo de cicatrização e regeneração?


Para que ocorra os processos de regeneração e cicatrização o organismo precisa estar em homeostase, ou seja, é necessário que suas funções internas estejam em equilíbrio, e os paraprobióticos atuam no controle de tais agentes.


Estudos recentes, promovidos pela Gabbia Biotecnologia, avaliaram diferentes concentrações de fragmentos celulares do S. thermophilus (um paraprobiótico da linha NEOIMUNO®) e sua ação sobre as respostas inflamatórias e os processos de reepitelização.


Os resultados apontaram que os fibroblastos previamente tratados com os paraprobióticos, tiveram um nível maior de reepitelização, além de ter uma maior viabilidade das células cutâneas, o que demonstra a efetividade do tratamento. Além disso, também foi constatado que houve a redução de substâncias pró inflamatórias.


Portanto, NEOIMUNO® demonstrou capacidade de estimular os processos de reepitelização e de manter a função protetora da pele, além de ser anti-inflamatório e garantir o bem-estar da pele. Seu uso tópico age sobre a produção de colágeno e elastina, o que acaba estimulando os fibroblastos; ser eficiente em tratamentos para manutenção na pele (pro-aging) e em tratamentos para rejuvenescimento e cicatrização (anti-aging) e reduz eritemas e edemas ao ser usado para tratamento pós-laser ou pós-peelings.


- Fonte: Gabbia Insights (Edição 32, dezembro de 2021).