Centella Asiática EG

INCI Name (CAS): Centella Asiatica Leaf Extract (84696-21-9).

O QUE É?

A Centella Asiática EG é uma erva perene, rasteira, acaule, estolonífera, rizomatosa, com estolões de até 30 cm de comprimento e confundidos com ramos, que formam sobre o solo um tapete semelhante a um gramado, nativa da Ásia. Folhas simples, longo-pecioladas, surgidas diretamente dos nós dos rizomas, de 4 a 6 cm de diâmetro. Flores pequenas de cor esbranquiçada, reunidas em pequenas umbelas curtopedunculadas que surgem na base da folha.


Multiplica-se em nossas condições principalmente por rizomas e estolões (Lorenzi 2002). O fruto é oval, com diâmetro de 2 a 5 mm. Os mericarpos são claramente aplainados nos lados e normalmente tem de 7 a 9 quinas e são rugosas e salientes (PDR 1998). É originária da Ásia Tropical, onde há mais de 3000 anos os habitantes destas regiões já a utilizavam como estimulante e no tratamento de lesões cutâneas (Trentini, 1994).


Cresce muito bem no Brasil, principalmente nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Prefere lugares úmidos e sombreados. Como é amplamente comercializada, a sua adulteração é bastante frequente com outras espécies de Hydrocotile.


INDICAÇÃO E AÇÃO FARMACOLÓGICA

Tem ação eutrófica do tecido conjuntivo, normalizador da circulação venosa de retorno, tônico, vulnerário, vasodilatador periférico, calmante, refrescante, anticelulítico e preventivo de rugas. Os constituintes da fração triterpênica da Centella Asiática EG atuam normalizando a produção de colágeno ao nível dos fibroblastos, promovendo o restabelecimento de uma trama colágena normal e flexível e consequente “desencarceramento” das células adiposas, permitindo a liberação da gordura localizada graças à possibilidade de penetração das enzimas lipolíticas. Promove a normalização das trocas metabólicas entre a corrente sanguínea e os adipócitos. Essa função ainda é auxiliada pela melhora da circulação venosa de retorno e pela diminuição da fragilidade capilar, que combate os processos degenerativos do tecido venoso.


Também controla a fixação da prolina e alanina, elementos fundamentais na formação do colágeno. Sua ação sobre os edemas de origem venosa orientam o tratamento das celulites localizadas. Favorece o processo de cicatrização e age sobre fibroses de várias origens. Apresenta ação anti-inflamatória, antibiótica e age como cicatrizante de feridas na pele.


É indicado para uso interno no caso de desordens dermatológicas como eczemas, úlceras varicosas, hematomas, rachaduras da pele, varizes e celulites. E seu uso externo para tratamento da celulite e da gordura localizada.


CONTRAINDICAÇÃO E TOXICIDADE

A presença de taninos contraindica seu emprego a longo prazo por via oral em casos de gastrite e úlcera gastrointestinal. Pouco se recomenda para quem apresenta epilepsia, hiperlipidemia e durante a gestação.


PROPRIEDADES

  • Ativador da microcirculação periférica;

  • Estimulante metabólico;

  • Hidratante.


USO 

  • Tem ação: eutrófico do tecido conjuntivo, normalizador da circulação venosa de retorno, tônico, vulnerário, vasodilatador periférico, calmante, antiirritante, refrescante, antialulítico, preventivo de rugas, cicatrizante;

  • É indicado em doenças vasculares periféricas; desordens dermacológicas comoeczemas; varicosas; hematomas; rachaduras da pele; varizes;

  • No tratamento da celulite e gordura localizada.


DOSAGEM RECOMENDADA

  • Géis, cremes e loções suavizantes: extrato glicólico 2 a 5%.

  • Cremes reparadores e restauradores: extrato glicólico 3 a 6%.

  • Cremes após sol: extrato glicólico 1 a 5%.

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