• Letícia Seneme

Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio (Setembro Amarelo)

Atualizado: 12 de set.

A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e o Conselho Federal de Medicina (CSF) organizam, desde 2014, a campanha nacional do Setembro Amarelo e hoje, dia 10 de setembro é, oficialmente, o Dia Mundial de Prevenção ao suicídio.


O lema da campanha do Setembro Amarelo deste ano é “A vida é a melhor escolha!” e algumas ações já estão em andamento. De acordo com a última pesquisa feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2019, mais de 700 mil casos de suicídio são registrados ao redor do mundo e, no Brasil, os registros chegam a 14 mil por ano, o que equivale a uma média de 38 suicídios por dia.


Embora a tendência seja a redução desses números, os países das Américas estão na contramão, pois os índices não param de subir, de acordo com a OMS. Praticamente todos os casos de suicídio estão relacionados a transtornos mentais que foram tratados de maneira incorreta ou que nem chegaram a ser diagnosticados. Portanto, a grande maioria dos casos poderia ter sido evitada se essas pessoas tivessem tido acesso às informações e ao tratamento.


O suicídio é um problema da saúde pública, portanto, seus impactos afetam a sociedade como um todo, por isso a importância da campanha do Setembro Amarelo.


De acordo com dados da OMS, todos os anos a taxa de suicídio supera a de mortes em decorrência do HIV, malária, câncer de mama ou homicídio. Entre jovens na faixa dos 15 aos 29 anos, o suicídio foi a quarta maior causa de morte depois de acidentes de trânsito, tuberculose e violência interpessoal.


O suicídio é um fenômeno complexo, que afeta indivíduos de diferentes origens, gêneros, culturas, classes sociais e idades. Suas taxas variam entre países, regiões e entre homens e mulheres.



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No Brasil, por exemplo, a taxa de suicídio (a cada 100 mil indivíduos) entre os homens gira em torno de 12,6%, enquanto entre as mulheres a taxa fica em torno dos 5,4%. Em países de alta renda as taxas entre os homens são de 16,6% e países de baixa renda possuem as taxas mais altas para as mulheres, que gira em torno de 7,1%.


No mundo todo as taxas de suicídio estão diminuindo: a taxa global diminuiu 36%, na região oriental do Mediterrâneo diminuiu 47% e na Europa 49%. Porém, nas Américas as taxas aumentaram 17% no mesmo período de 2000 e 2019.


A prevenção ao suicídio é totalmente possível, mas para isso os profissionais que atuam na área da saúde, de todos os níveis, têm que estar preparados para reconhecerem os fatores de risco para determinarem medidas eficazes para reduzir tais riscos e evitar o suicídio.


A avaliação do risco é uma maneira sistemática de prevenção ao suicídio que deve compor a prática clínica de rotina de qualquer médico. As tentativas de suicídio podem levar a pessoa a um primeiro contato com um profissional que pode lhe ajudar. Na maior parte das vezes, esse contato não será diretamente com um psiquiatra, mas sim um profissional de pronto atendimento ou um médico de atenção básica, por isso a importância do treinamento para reconhecer os sinais de risco.


O site oficial da campanha do Setembro Amarelo disponibiliza diversos materiais para informar e conscientizar a população sobre a prevenção ao suicídio.


Para saber mais acesse: https://www.setembroamarelo.com/


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